Mitolo, a boa nova da indústria Com produção pequena, os vinhos da MITOLO WINES têm feito sucesso em alguns poucos mercados privilegiados e agora estão disponíveis no Brasil.
POR ARTHUR P. DE AZEVEDO
Criar vinhos artesanais, com paixão e compromisso sem limites com a qualidade, é a visão dos proprietários da Mitolo Wines, vinícola australiana fundada em 1999 por Frank e Simone Mitolo. Partindo dessas premissas, a filosofia da empresa sempre foi a de produzir vinhos que pudessem expressar toda a pureza da uva, com elegância e taninos finos, além de riqueza, potência e complexidade.
Para atingir este objetivo, a Mitolo conta com toda a experiência do enólogo Ben Glaetzer, um dos mais conceituados da Austrália, que se associou à empresa em 2001. Dessa forma, as uvas são obtidas em vinhedos cuidadosamente cultivados e colhidas em seu melhor ponto de maturidade, assegurando taninos finos e maduros, além da presença marcante da fruta, elementos que são a chave do sucesso da Mitolo. A vinificação se faz de forma cuidadosa, com amadurecimento em barricas de carvalho francês de granulação fina.
Produções pequenas garantem a qualidade
Como as produções são muito pequenas, e as avaliações dos críticos de todo o mundo extremamente favoráveis, poucos são os países que têm o privilégio de ter estes vinhos disponíveis em seus mercados. Após longa negociação, os vinhos Mitolo finalmente chegaram ao Brasil, trazidos pela Casa Flora e Porto a Porto, e estão disponíveis para o consumidor brasileiro, que tem a rara oportunidade de conhecer alguns dos melhores vinhos da Austrália.
A linha Mitolo inclui dois vinhos mais acessíveis, identificados pela marca Jester (na verdade, uma homenagem aos mais famosos "bobos-da-corte", que animavam a rainha Elisabeth I), produzidos com as uvas Cabernet Sauvignon (R$ 82,00) e Shiraz (R$ 82,00). A partir daí, somente preciosidades, todas produzidas com a Shiraz, proveniente dos melhores vinhedos do Clare Valley (nos casos do Mitolo G.A.M., R$ 164,00, e do Mitolo Savitar, R$ 215,00) e do Barossa Valley (Mitolo Reiver, R$ 164,00). Todos são vinhos de alta classe e pertencentes à elite dos vinhos australianos, destinados a um público muito especial, que sabe valorizar o trabalho daqueles que os produzem. Como a vida é muito curta, sempre vale a pena cometer algumas pequenas extravagâncias.
preços sujeitos a alteração
ARTHUR P. DE AZEVEDO é jornalista especializado em vinhos, presidente da Associação Brasileira de Sommeliers, diretoreditor da revista Wine Style, palestrante e consultor. www.artwine.com.br
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