Degustação
A ARBOLEDA EXPRIME TODA A VARIEDADE DO TERROIR CHILENO Importado pela Expand, a ARBOLEDA pertence a Eduardo Chadwick, famoso por produzir vinhos premiados mundialmente.
POR SOLANGE SOUZA

Em visita ao Brasil para apresentar seus vinhos, o jovem enólogo Edgard Carter, da Arboleda, falou sobre os desafios da profissão e as condições favoráveis que o Chile oferece para diferentes cepas: “O Chile tem uma grande diversidade climática para muitas variedades de uvas e temos de trabalhar para explorar essa diversidade. Esta é a nossa fortaleza”, conclui ele. Há 4 anos Edgard trabalha na vinícola que pertence a Eduardo Chadwick, referência dos vinhos chilenos de alta qualidade: “Chadwick está bastante envolvido nos projetos, o que torna o trabalho interessante e representa um grande desafio”, comenta. A Arboleda, cujo nome refere-se às árvores nativas que foram preservadas nos vinhedos, localiza-se no Vale do Aconcágua e produz os brancos Sauvignon Blanc e Chardonnay numa região costeira de clima mais frio, o que garante a excelente acidez dos vinhos (no futuro, planejam produzir na região a Pinot Noir) e os tintos Carmenère, Syrah, Merlot e Cabernet Sauvignon, provenientes de uma região de clima mais mediterrâneo: “É incrível como a apenas 50 km de distância seja possível encontrar climas tão diferentes”, descreve Edgard.
Os vinhos Arboleda degustados
Sauvignon Blanc 2006 (R$ 85,00) – leve e fresco, tem como espinha dorsal sua acidez. Ótimo como aperitivo, para acompanhar mariscos sem gordura e de gosto mais mineral, como as ostras, e comida japonesa (com exceção do salmão, que é mais gorduroso), além de saladas. Recebeu 90 pontos do crítico Robert Parker.
Chardonnay 2005 (R$ 85,00) – um dos grandes destaques da linha, recebeu 90 pontos de Robert Parker e medalha dupla de ouro no Chile. Aqui se percebe o trabalho do enólogo, que procurou sair do estilo pesado e cansativo de boa parte dos Chardonnays muito amadurecidos, mantendo o frescor e a acidez. Para acompanhar peixes com maior teor de gordura, frutos do mar de sabor mais forte, aves e massas com molhos suaves.
Carmenère 2005 (R$ 95,00) – o desafio do enólogo aqui foi fazer um vinho com frutas mais maduras, deixando para trás o estilo antigo mais herbáceo. A safra de 2004 recebeu troféu de ouro no Chile e a de 2005, 92 pontos do crítico Robert Parker. Intenso na cor, em aromas e em sabor, é um vinho com taninos suaves, boa acidez e potente na boca. Indicado para comidas condimentadas, como a tailandesa, e carnes de sabor forte.
Merlot 2003 (R$ 85,00) – um vinho de mais estrutura, taninos mais potentes, embora de corpo médio. Pede comidas de sabor mais forte, como carnes de caça e bovina, desde que não sejam tão gordurosas. Combina ainda com queijos mais secos e queijos defumados.
Syrah 2003 (R$ 85,00) – com aromas florais, que lembram pétalas de rosa, e um toque salgado, como carne curada, combina taninos firmes e boa estrutura, resultando num vinho de bom volume em boca. Além da clássica combinação com cordeiro, acompanha bem carnes vermelhas assadas e grelhadas.
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| EDGARD CARTER E SUA “FAMÍLIA” Numa divertida comparação, o enólogo comentou que o Sauvignon Blanc poderia ser sua mulher, o Chardonnay, um amigo, o Carmenère, o filho, o Syrah, um irmão, o Merlot, um tio, e o Cabernet Sauvignon, o pai. Todos queridos. |
Cabernet Sauvignon 2002 (R$ 85,00) – proveniente do Vale do Maipo, é o que apresenta maior evolução, um vinho de caráter mais sério e clássico. Aromas de frutas como cassis, um suave toque de couro e menta. Na boca apresenta boa estrutura, é aveludado e tem boa persistência.

• preços sujeitos a alteração
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