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Home: Revista: Vinhos Janeiro/2008

Vinhos chilenos premium

POR SOLANGE SOUZA

Em três eventos numa mesma semana, promovidos por diferentes importadoras, foi possível degustar alguns dos vinhos premium do Chile, país que ocupa o primeiro lugar em importação de vinhos no Brasil, com uma variada gama de rótulos. A Cantu trouxe o enólogo-chefe Felipe Tosso, da Ventisquero, para apresentar o ultra-premium Pangea (preço médio R$ 250), produzido com uvas Syrah cultivadas na zona de Apalta, no vale de Colchagua. Além do terroir, esse vinho contou com a participação do experiente enólogo australiano John Duval, que trabalhou em parceria com Felipe Tosso. O Pangea 2005 foi envelhecido por 20 meses em barricas de carvalho francês, além de ter passado 10 meses em garrafa. Bastante rico, tanto no nariz quanto na boca, é equilibrado e elegante. O Pangea 2004 tem 2 meses a menos de barricas, também de carvalho francês, e permaneceu por 12 meses em garrafa. O resultado é um vinho complexo e elegante, com boa permanência na boca e ótima acidez, maior do que a maioria dos vinhos chilenos. Para comemorar a parceria, os enólogos lançaram também o Vertice 2005, que deverá chegar ao Brasil em janeiro de 2008, combinando as especialidades de cada um deles, a Carménère e a Syrah, num resultado bastante interessante.

DIVULGAÇÃOA enóloga Ana Maria Cumsile, da Viña Altair, veio apresentar novas safras de seus renomados vinhos, importados pela Grand Cru, e contar que a vinícola agora é 100% chilena, de propriedade do grupo de Guilhermo Luksic (que inclui mineração, telefonia e as Viña San Pedro, a segunda maior do Chile). O Sideral 2003 (R$ 150), com 84% Cabernet Sauvignon, 10% Merlot, 4% Syrah e 2% Sangiovese, é equilibrado, com agradável sabor de frutas frescas e boa acidez. O Altair 2003 (R$ 290), com 71% Cabernet Sauvignon, 17% Carménerè, 6% Merlot, 4% Syrah e 2% Cabernet Franc, tem aromas mais complexos, boa concentração de frutas na boca e boa permanência; um vinho bem gostoso, que deve ser decantado antes de servir.

A World Wine trouxe o enólogo Marco Puyo, da Viña San Pedro, para apresentar alguns de seus vinhos, entre os quais os premium Cabo de Hornos (R$ 250) 2003 e 1996. Com 100% Cabernet Sauvignon, este vinho é feito apenas em safras muito boas e com produção limitada de uvas provenientes de vinhas de 50-70 anos. Com diferenças sutis, tanto aromáticas quanto gustativas, resultantes das diferentes safras, são bastante elegantes, complexos, estruturados, com taninos macios e boa harmonia entre a fruta e a madeira.



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