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Home: Revista: Vinhos Janeiro/2008

Vinhos verdes, o tom do verão
Frescos, aromáticos e com baixo teor alcoólico, os vinhos verdes são ótimos como aperitivo ou para acompanhar saladas, peixes e frutos do mar


O Brasil já esteve entre os maiores consumidores de Vinho Verde, fora Portugal, até por volta de 1975, quando os Lambruscos começaram a chegar por aqui, e quando a bebida começou a perder lugar também para os vinhos chilenos e argentinos. Para reverter este quadro, a Comissão de Vitivinicultura da Região dos Vinhos Verdes de Portugal promoveu uma série de degustações pelo País, demonstrando que esses vinhos são bastante adequados ao nosso clima. A Região Demarcada dos Vinhos Verdes (RDVV) está localizada na zona conhecida como “Entre-Douro-e- Minho”, a noroeste de Portugal, onde se produz também espumantes, aguardentes e vinagres de Vinho Verde. Produzidos a partir das castas autóctones Avesso, Trajadura, Azal, Alvarinho, Loureiro e Arinto, podem ser o resultado de uma combinação selecionada de castas ou varietais, sendo os mais conhecidos os feitos com Alvarinho e Trajadura. As principais características dos Vinhos Verdes é que são secos, levemente frisantes, frescos, com alta acidez, hoje mais equilibrada que no passado. A maior parte é engarrafada sem indicação de safra, já que se trata de um vinho para ser consumido jovem, e o teor alcoólico máximo permitido é de 11,5% vol, o que dá ao vinho mais leveza. Há ainda o Vinho Verde Tinto, bastante tânico e mais usado para acompanhar os pratos daquela região, e o Rosé.

Os vinhos degustados

Fotos: DivulgaçãoO Gatão (R$ 19,50 – Santar), da Vinhos Borges, uma das marcas líderes, é feito com todas as castas com exceção da Alvarinho e apresenta toda a tipicidade dos Vinhos Verdes. Vale a pena provar também o Quinta de Simaens (R$ 39 – Santar), da mesma vinícola, um vinho mais elaborado. O Casa Santa Eulália 2006, ainda sem importador no País, feito com Azal e Arinto, tem aromas frescos, com toques frutados e minerais e boa acidez. O Conde de Barcelos 2006 (R$ 20,20 – Adega Alentejana) é produzido com Trajadura, Arinto e Loureiro, apresentando aromas mais frutados, que lembram uma certa doçura (apenas aromática); com leve presença de gás carbônico, é um vinho muito gostoso e bem equilibrado. O Quinta da Aveleda (R$ 25 – Interfood) é produzido com as uvas Arinto, Trajadura e Loureiro e apresenta alta acidez e boa persistência. Faz par perfeito para os peixes mais gordos e frutos do mar de sabor intenso. Fez bastante sucesso também o Afros 2006, da Quinta do Casal do Paço Padreiro, ainda sem importador no Brasil. Feito com a uva Loureiro, é um vinho elegante, com aromas cítricos e uma tremenda acidez. Os que preferem um estilo mais suave vão gostar do Deu la Deu 2006 (R$ 60 – Barrinhas), da Adega de Monção. Feito com a uva Alvarinho, tem aromas tropicais, apresenta acidez menos pronunciada e até uma leve doçura na boca.



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