DEGUSTAÇÃO
A força feminina nos vinhos italianos POR SOLANGE SOUZA

AAssociazione Nazionale Le Donne del Vino reúne cerca de 750 mulheres em toda a Itália, entre produtoras, proprietárias de enotecas e de restaurantes, enólogas, sommeliéres e jornalistas que de alguma forma trabalham na divulgação da cultura do vinho. A associação foi fundada em 1988 e tem ganhado cada vez mais destaque num terreno predominantemente masculino. Um grupo da região da Toscana, liderado por sua representante, Donatella Cinelli Colombini, esteve no Brasil em “missão comercial”, no final do ano passado, em busca de importadores para seus vinhos. Os eventos distribuídos em cinco dias, entre palestras, jantar no restaurante La Vecchia Cucina, de Sergio Arno, e degustações, foram organizados pela Enoteca Italiana de Siena e pelo Instituto Italiano para o Comércio Exterior. Da produção da Cinelli Colombini foi apresentado no jantar o delicioso Brunelo di Montalcino DOCG “Prime Donne” 2001. Sobre sua vinícola, que tem mulheres trabalhando da produção até a venda, Donatella diz: “O vinho começa e termina pelas mãos femininas”. Barbara De Rham, proprietária da Enoteca De Rham, em Florença, apresentou vários vinhos, entre os quais o Chianti Colli Fiorentini DOCG “Fattoria di Bagnolo” 2006 e o Chianti Rufina DOCG Riserva “Vigneto Bucerchiale” 2003, da Selvapiana, ambos sem importador no Brasil.
Sobre o Chianti produzido na região de Rufina, Barbara observou que se trata de uma área menor do que a destinada aos demais Chianti, com clima diferenciado, resultando em vinhos mais elegantes, como pudemos comprovar. Da Tenuta Valdipiatta foi degustado o Vino Nobilie di Montepulciano DOCG “Vigna D’Alfiero” 2001 (Zahil Importadora, R$ 209). A importadora traz outros vinhos da Valdipiatta (www.zahil.com.br). Para conhecer mais sobre a associação, visite o site: www.ledonnedelvino.com |