Edição 120
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Brinde de aniversário Dez especialistas indicam os vinhos para comemorar
por Fabio Farah colaborou Suzana Barelli
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O escritor holandês Hubrecht Duijker, especializado no néctar de Baco, já dizia que "a vida é curta demais para se beber maus vinhos". Para que nossos leitores não percam tempo, um time grand cru classé indicou vinhos que valem a pena ser apreciados em ocasiões especiais. Ou simplesmente pelo fato de que o ritual de desarrolhar a garrafa já é uma celebração à parte. Cada um dos dez especialistas selecionados pela menu recomendou dois rótulos: um que custa até R$ 100 e outro acima desse valor. Revelam, assim, as garrafas que eles escolhem para as suas comemorações. |
Daniel Pinto,
presidente da Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho - São Paulo
Kangarilla Road Shiraz 2003 (Austrália)
"Este vinho exibe seu néctar de frutas maduras, especiaria e defumado com sabor opulento marcado por finos taninos, baunilha e fruta adocicada. Sua persistência é longa."
(Wine Company, R$ 98)
Salmos 2006 (Espanha)
"Miguel Torres é uma lenda no mundo do vinho. Ele resgatou uma área em que os monges produziam vinho no século 12 no Priorato, e criou este tinto complexo no nariz e no paladar."
(Reloco, R$ 195) |
Danio Braga,
restaurateur e fundador da Associação Brasileira de Sommeliers
Colterenzio Gewürztraminer 2007 (Itália)
"Nos últimos anos, me especializei em procurar os vinhos de excelente custo-benefício. Nesse processo, encontrei esse branco excepcional do Alto Adige italiano e ideal para as comemorações de verão."
(Zona Sul, R$ 69,90)
Amarone I Saltari 2005 (Itália)
"Degustado às cegas, este tinto surpreende qualquer especialista. Ao abrir a garrafa, esqueça todos os comentários dos papas dos vinhos e se guie pelo seu paladar. Garanto que terá uma experiência inesquecível".
(Zona Sul, R$ 168,50) |
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Ed Motta,
cantor e enófi lo
Côtes du Jura Domaine Baud & Fils Chardonnay 2003 (França)
"É um branco bem longevo, que tem a opulência de um monstro de filme japonês. Tenho uma pequena adega só com esse vinho em diferentes safras, começando em 1975. Sua harmonização com o queijo espanhol manchego é de fazer chorar."
(Le Tire Bouchon, R$ 67)
Fleury (França)
"É o melhor custo-benefício que bebi nos últimos dez anos. Esse champanhe biodinâmico é mais turvo e denso, com menos gás e perlage sutil. Está entre os três melhores do mercado brasileiro."
(de la Croix, R$ 168) |
Guilherme Corrêa,
melhor sommelier do Brasil pelo concurso da ABS
VF 2004 (Brasil)
"Este é um tinto poderoso e complexo, mas com um ar de Velho Mundo, dotado de incrível densidade e maravilhoso frescor. Está no caminho para mostrar que o Brasil ainda irá elaborar grandes tintos; é uma questão de encontrar as uvas e o terroir certos."
(Villa Francioni, R$ 98)
Cave Geisse Nature Terroir 2003 (Brasil)
"Esse espumante é para fazer bater o coração dos mais incrédulos em relação aos vinhos brasileiros, tem tipicidade, volume e boa profundidade, e pode ser guardado por alguns aninhos para realçar seu caráter."
(Cave de Amadeu, R$ 110) |
Deise Novakoski,
sommelière do restaurante carioca Eça
Chatêau Les Tuileries Entre-deux-mers 2005 (França)
"Esse branco de Bordeaux é um vinho bacana, leve e agradável. Versátil, combina com peixes, grelhados, saladas e queijos de cabra. É excelente para o super verão que está chegando".
(Premium, R$ 38,70)
Bourgogne Couvent des Jacobins Rouge Louis Jadot 2006 (França)
"A Pinot Noir faz um tinto leve e tem tudo a ver com as festas de verão. Para harmonização, esse tinto é bem versátil: vai bem com risoto de cogumelo, salmão grelhado, bacalhau refogado."
(Mistral, R$ 115,82) |
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