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Edição 122

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Home: Revista: Etiqueta Janeiro/2009

Cores e sabores do verão
Vanessa Barone

Há qualquer coisa no verão que pressupõe espaços vazios. Buracos, brechas, fendas e aberturas que deixam a brisa passar livre, para refrescar o corpo e arejar a alma. Há algo no verão que não suporta excessos. Nada de muito pano, de coberturas pesadas ou de camadas sobrepostas. O tempo e a temperatura pedem gestos comedidos - seja na mesa, seja no vestir.

É no verão que se pode abandonar, por fim, o figurino sisudo, os tecidos sintéticos, as cores sombrias - companhia inevitável do inverno.

Os materiais naturais, como algodão, seda e linho, são mais adequados aos dias de calor, formando uma segunda pele sedosa, deliciosa de usar. Para aplacar as altas temperaturas, vale fazer como os beduínos e usar uma fina camada de lã como isolante térmico.

Vale cobrir-se de cores vibrantes e de estampas para decretar férias aos dias cinzentos. É tempo de se expor para deixar o calor aquecer o espírito.

Com a chegada da nova estação, a mesa ganha a suculência das frutas, das carnes magras, das folhas frescas, dos sucos e sumos. Come-se cru, embora sem pressa. O prazer é o principal alimento. Verduras e legumes absolvem as gulodices do inverno, quando o corpo precisava de alimento para se aquecer. No verão, ao contrário, o corpo pede água e ganha a chance de se livrar dos pesos extras. É quando se pode andar mais leve, embora pleno de si.



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