Vinho Chileno
O sabor de cada paisagem Das praias do Pacífico às montanhas dos Andes, uma viagem pelos vinhedos - e taças - de uma das estrelas do novo mundo da enocultura
por Ana Carolina Soares, do Chile
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Em direção ao deserto do Atacama, o vale de Limarí é uma das novas regiões produtoras de vinhos, especialmente brancos e pinot noir |
Um resistente cacto bem ao lado de um vinhedo da delicada uva Pinot Noir. Esta convivência aparentemente exótica não é uma exceção na paisagem de Limarí, vale próximo ao oceano Pacífico, a 400 quilômetros ao norte de Santiago, a capital do Chile, em direção ao árido deserto do Atacama. Na taça, o exotismo se revela em um vinho com notas de frutas vermelhas, com taninos aveludados e bom frescor. A 500 quilômetros ao sul, no vale de Casablanca, é a fria névoa da manhã que encobre as vinhas, aqui em uma paisagem mais verdejante, que combina com a uva Chardonnay.
Esta cepa branca logo se transformará em um vinho com notas de frutas brancas (abacaxi, pera), nuances de mel e boa untuosidade em cada gole. Seguindo mais 100 quilômetros ao sul de Santiago, bem aos pés da exuberante Cordilheira dos Andes, a paisagem se transforma, com videiras por todos os lados. É o vale de Maipo, uma das mais tradicionais regiões vinícolas do país andino, terra da tinta e encorpada Cabernet Sauvignon, com seus vinhos com aromas de frutas vermelhas maduras e pretas e cassis. E também morada da Carmenère, cepa original de Bordeaux, na França, que desenvolve no Chile os seus melhores aromas e sabores.
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