Adega Suzana Barelli
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Nova safra do Pêra Manca
O Brasil é o maior importador de Pêra Manca, um dos vinhos ícones de Portugal. Este, digamos, recorde fez com que as safras 2005 (do tinto) e a 2007 (do branco) deste rótulo premium da Fundação Eugénio de Almeida fossem lançadas em primeira mão por aqui, em meados de março, antes mesmo de chegar a Portugal - o lançamento na terrinha está previsto para abril. E, para marcar a data, a portuguesa Gabriela Fialho, gerente de exportação da Fundação, promoveu uma degustação com cinco safras (1997, 1998, 2001, 2003 e 2005) do tinto, elaborado sempre com as uvas Trincadeira e Aragonês. Destaque para a de 1998, complexo, com boas notas de evolução, e ainda muito vivo na taça. O de 2005 também fez sucesso, mas mostra uma clara mudança de estilo, com mais fruta, potência e pronto para agradar, assim como o de 2003. Estas duas últimas safras contam com a consultoria do enólogo francês Michel Rolland. O tinto será vendido por R$ 648 e o branco, por R$ 201, na Adega Alentejana.
Tradição em Colchagua
A vinícola chilena Biquertt, conhecida no Brasil pelo seu rótulo La Joya, tem 800 hectares de vinhedos espalhados pelo vale de Colchagua, ao Sul de Santiago. E planos de divulgar a região. "Há vinícolas que procuram terroir por todos os vales chilenos, nós exploramos as diferenças de solo e clima de Colchagua", diz Nicolás Montes Biquertt, neto do fundador don Osvaldo, em sua primeira visita ao Brasil, a convite da World Wine. Para isso, até o nome dos vinhos vai mudar - a linha varietal passará a se chamar Petirrojo, em referência a um pássaro da região. A Gran Reserva será Ecos de Rulo, de um vale local. E a família estuda um novo nome para o Zeus, seu tinto top, elaborado apenas com Cabernet Sauvignon. |
A força de um filme
Faz cinco anos que o filme romântico Sideways impulsionou a venda dos vinhos elaborados com a Pinot Noir.
Desde então, a demanda pelos tintos feitos com esta uva não para de crescer. Tanto que neste ano a Vinci começou a importar o Diamond Pinot Noir 2007, diretamente da Austrália, terra conhecida pelos seus potentes Cabernet Sauvignon e Shiraz. Bem mais encorpado do que os seus pares da Borgonha (a pátria da Pinot), o tinto conquista pela boa fruta e frescor e sai por US$ 29,50. Ainda das novidades da Vinci, dois rótulos espanhóis: o Quinta Apolônia - Vino de la Tierra 2007, elaborado com a cepa Verdejo (US$ 55,75) e o Venta Mazaron Tempranillo 2005 (US$ 59,50), elaborado na região do Toro, apenas com a Tempranillo, pela Viñas del Cenit. |