Fique Bem
Mitos sobre o vinho e o café Filippo Pedrinola
Muitos pacientes me perguntam sobre os riscos e os benefícios do consumo moderado do vinho ou do café. Alguns, até meio sem graça, questionam sobre a possibilidade de um drinque por dia. Beber socialmente não faz mal, desde que a pressão arterial esteja sob controle e o peso, adequado.
A própria Organização Mundial da Saúde estabelece limites diários de ingestão de álcool, para quem não tem nenhuma contra-indicação. São eles: 60 mililitros para os destilados (como uísque e vodca); 200 mililitros para o vinho e 600 mililitros para a cerveja. Muitos estudos, ainda, mostram que o álcool, principalmente no vinho, em doses moderadas, pode ser benéfico por ser um vasodilatador. O vinho tinto, em especial, contém resveratrol, substância que ajudaria a "varrer" as gorduras das artérias e, assim, reduzir doenças cardiovasculares. No álcool, só se deve lembrar que ele é muito calórico, com sete calorias por grama - para comparar, açúcar tem quatro calorias por grama.
O café é outro alvo de discussões, mas vários estudos epidemiológicos sugerem que pessoas que consomem uma a duas xícaras de café diariamente apresentam menor incidência de doenças cardiovasculares. A substância mais famosa do café é a cafeína, que, consumida em excesso, pode levar à contração das paredes dos vasos e, portanto, elevar a pressão arterial e a frequência cardíaca. Não podemos esquecer que a cafeína não está presente apenas no café, mas também nos chás do tipo mate, preto e verde e também no chocolate. E pessoas mais sensíveis à cafeína podem ter dificuldade para dormir se exagerarem na dose.
Filippo Pedrinola é doutor em endocrinologia e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e da Associação Brasileira de Estudos sobre a Obesidade. filippo.colab@revistamenu.com.br
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