Eu gosto
Risoto no palco Misto de chef e ator, Rodolfo Bottino adora macarrão e foge do sarapatel
por Suzana Barelli
O ator Rodolfo Bottino consegue unir no palco suas duas paixões: as artes cênicas e a culinária. Atualmente, ele apresenta em São Paulo, no Café Gerstein, do Centro de Cultura Judaica, a peça Risotto, em que conta histórias de família enquanto prepara a famosa receita italiana, depois servida para a plateia.
Fora dos palcos, Bottino se revela um chef de mão cheia: estudou em escolas como a francesa Lenôtre e aproveita a amizade com os bons cozinheiros para aprender novas receitas e técnicas. E foi até dono de restaurante - o extinto Madrugada, no Rio.
O que é mais difícil, cozinhar ou interpretar?
O nervosismo é quase igual nas duas situações. Mas no teatro há o desafio maior de emplacar a emoção, inebriar as pessoas. O ritmo também é diferente: não dá para fazer uma comédia devagar, mas se você está com preguiça, corta a cebola mais devagar. O risco do teatro é o mesmo de salgar demais a comida. Não tem volta.
E cozinhar num programa de televisão?
Já tive saias-justas. Quando tinha um programa na TV Educativa, eu preparei um bolo de chocolate ao vivo. Dei para as pessoas provarem e todo mundo elogiou. Mas, quando eu provei, estava salgado. A produtora tinha colocado o sal e o açúcar em tigelas iguais e eu troquei. Tive de fazer a receita correndo no intervalo, para ninguém dizer que eu era louco.
O risoto é a sua receita preferida?
Não. Fui a primeira pessoa a mostrar o arroz arbório na televisão brasileira, há 20 anos. Mas acho que enjoei um pouco. Gosto do arroz de pato, que faço lindamente.
Qual a sua receita preferida?
Sou louco por macarrão. Eu preparo a minha própria massa e gosto muito da receita com camarão.
O que já provou de mais inusitado?
Certa vez, num restaurante japonês no Rio de Janeiro, o velhinho colocou uma lagosta viva fatiada no meu prato. Não comi. Outra vez, estava em Bangcoc e me ofereceram uma iguaria. Eram vermes, mas só soube quando já tinha engolido. Também não gosto de miúdos, sarapatel ou dobradinha. Sei fazer, mas não como.
O que não pode faltar na sua geladeira?
Primeiro, a cebola. Depois salsinha fresca, um ótimo azeite extravirgem, manteiga e queijos. Só não vale queijo ralado de saquinho.
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