BUSCA

O PRAZER DE COMER E BEBER BEM   | CAPA | ÍNDICE | EDIÇÕES ANTERIORES | BOLETINS | ASSINATURAS
Edição 130

ASSINE JÁ
Sumário da edição
Reportagens
Cartas
Romeu e Julieta
Restaurantes
Baixa Gastronomia
Estante
Etiqueta
Paris
Saúde
Vinho
Cerveja
Café
 
Expediente

 

 


Home: Revista: Reportagens Setembro/2009

Test drive
Iogurte
Uma degustação com os variados tipos do produto no sabor morango: orgânico, light, com pedaços de frutas, entre outros

por Beatriz Marques fotos Sheila Oliveira produção Melissa Thomé

Muitas mesas brasileiras começam o dia com ele. Com frutas, mel, cereais ou in natura, o iogurte tem presença frequente no café da manhã, como uma fonte saudável e saborosa de alimentação. Feito a partir do leite fermentado por bactérias, como a Lactobacillus bulgaricus e a Streptococcus termophilus, é uma rica fonte de cálcio e proteína, além de colaborar com a saúde da flora intestinal.

E seus sabores e variedades - líquido, cremoso, aromatizado - ampliam o leque de apreciadores, de crianças a adultos. Se por aqui o iogurte é mais popular quando adocicado e enriquecido com frutas, em muitas culinárias, como a indiana e a árabe, ele é consumido ao natural ou temperado para acompanhar pratos salgados.

"Os árabes costumam fazer seu iogurte em casa", conta o libanês Benon Chamillian, chef do Bambi, restaurante tradicional que acaba de reabrir em nova sede em São Paulo. A receita caseira de iogurte seguida pelo chef é mais conhecida como coalhada fresca, difundida na cozinha árabe. A diferença, explica Rafael Barros, professor de panificação e confeitaria da Universidade Anhembi Morumbi, está no fermento usado.

"A coalhada pode ser feita a partir de qualquer tipo de agente de coagulação e não somente as bactérias homofermentativas", explica. E pode resultar em acidez e corpo mais acentuados do que no iogurte. O preparo caseiro também pede tempo e paciência, como mostra a receita de Chamillian na página 80.

Mas seu longo preparo é recompensado pelo frescor natural no ayrah, um refresco temperado com sal e hortelã consumido nos países árabes. Especialista na receita árabe, Chamillian foi o convidado para provar, junto com a equipe da Menu, dez variedades de iogurtes produzidos no Brasil.

O sabor escolhido foi o de morango, facilmente encontrado em suas mais diversas versões. Na degustação às cegas (sem saber as marcas que estava provando), o chef deu as suas dicas para escolher os bons produtos: a acidez deve ser leve e o iogurte não pode ser azedo, uma indicação de que está fora da validade. E, claro, quanto mais natural for o sabor da fruta, melhor. Nas páginas seguintes, os comentários sobre cada iogurte.

1. Letti
Este iogurte para beber feito com leite tipo A é levemente cremoso, de cor rosa-claro, com aroma agradável do leite. Tem acidez balanceada, com aroma delicado da fruta e sem arestas. Foi o destaque da degustação. R$ 1,05, 180 g, na Casa Santa Luzia

2. Batavo Pedaços de Morango
De cor rosa-claro e consistência um pouco líquida, apresenta mais sementes da fruta do que pedaços. Levemente adocicado, tem sabor equilibrado, mas deixa um pouco de resíduo engordurado na boca. R$ 3,55, 500 g, no Pão de Açúcar

3. Paulista Dupli
De cor rosa-escuro, apresenta mais geleia e calda de morango do que iogurte, de proporção irregular. O aroma artificial é intenso, muito adocicado na boca e falta acidez. R$ 1,33, 130 g, no Sonda

4. Verde Campo
Com pedaços da fruta e cor rosa-claro, tem textura aveludada, com certa viscosidade. Com pedaços da fruta, é doce na medida, mas falta acidez. R$ 2,79, 500 g, na Casa Santa Luzia

5. Molico
Feito com a polpa de fruta, tem cor rosa-pálido, doçura na medida, mas com final muito adstringente. R$ 1,18, 170 g, no Pão de Açúcar

PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>


OUTRAS EDIÇÕES
Clique para ler a matéria de capa das edições anteriores
 
OUTROS SITES


 
 
© Copyright 1997-2008 Editora Três