Cozinha arretada O paladar picante do ex-craque da Seleção Brasileira, Raí, um aficionado por vinhos e temperos
por Ana Clara Costa
Brasileiro, de família cearense e paraense, amante da comida baiana e ídolo do Paris Saint-Germain por mais de cinco anos. A trajetória gastronômica de Raí Vieira de Souza, mais conhecido apenas como Raí, ultrapassou as barreiras do campo de futebol e alçou voos altos. Ele não cozinha, mas sabe apreciar uma boa moqueca baiana, o picadinho paulista da Mercearia São Pedro e as criações inusitadas de Alex Atala. Prefere um tinto Borgonha ao Bordeaux, aprecia a cuisine francesa, mas abre mão de tudo isso para se deliciar com um saboroso prato típico nacional, preparado com temperos fortes.
Qual é o seu restaurante preferido?
É uma pergunta difícil, pois são vários. O primeiro é o Ruella, que é da mãe da minha filha, Daniele Dahoui. Tem a Mercearia São Pedro, na Vila Madalena, que é quase a nossa cantina, pois fica ao lado do escritório e sempre comemos lá. Gosto muito também do Brasil a Gosto, da Ana Luiza Trajano, e dos dois restaurantes do Alex Atala, D.O.M. e Dalva e Dito.
Gosta de cozinhar?
Gostaria de saber. Mas não sei. Às vezes me arrisco a fazer algo na cozinha, mas não é o meu forte. Espero um dia aprender.
Após tantos anos morando na França, é possível afirmar que a culinária francesa é melhor que a brasileira?
É difícil comparar ambas. Mas, dentro da culinária sofisticada, a francesa é, sem dúvida, a melhor. Não digo que é a mais saborosa, mas é a mais sofisticada.
O que não pode faltar na sua geladeira?
Ingredientes para comida baiana e pimenta.
A comida baiana é a sua favorita?
É uma delas. Gosto bastante de comida apimentada. Meu pai é cearense e minha mãe é do Pará, então sempre teve muita pimenta em casa. E eu peguei essa coisa do nordestino de gostar de temperos fortes.
O que não pode faltar na sua adega?
Um bom Borgonha.
Qual foi o prato mais exótico que você já comeu?
Eu não sou um cara de hábitos alimentares exóticos. Talvez tudo o que seja feito com dendê possa ser considerado um pouco exótico pra mim, pois não é algo que como com frequência, apesar de gostar de comida baiana.
Confira os endereços citados nesta edição na página 81.
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